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Chico Xavier, médium brasileiro: “Perdoar não é esquecer, é recusar que o passado destrua o presente”
Diário Mais 22/08, 21:00

Chico Xavier, médium brasileiro: “Perdoar não é esquecer, é recusar que o passado destrua o presente”

“Perdoar não é esquecer, é recusar que o passado destrua o presente.” Essa frase de Chico Xavier atravessa décadas e continua tocando quem carrega uma mágoa antiga. Ela nasceu da psicografia do médium, ditada pelo espírito Emmanuel, e aparece na obra “Fonte Viva”. Por isso, muita gente a repete em momentos difíceis, mas poucos param para entender o que ela realmente ensina. Afinal, o perdão que Chico Xavier descreve não tem nada a ver com apagar a memória.

O perdão não apaga nada

A primeira ideia que a frase derruba é a confusão entre perdoar e esquecer. Muita gente acredita que, para perdoar, é preciso apagar o que aconteceu, como se a memória fosse uma lousa que a gente limpa com um pano. Porém, o cérebro humano não funciona assim. As lembranças ficam, as marcas permanecem, e fingir que elas não existem só aumenta o sofrimento. Então, Chico Xavier traz uma virada importante: ele separa o perdão do esquecimento.

Na prática, perdoar não significa dizer que o erro não doeu. Também não significa voltar a confiar em quem te feriu ou aceitar de novo a mesma situação. O perdão, nesse sentido, é uma decisão interna, uma escolha de não deixar que aquele episódio continue mandando na sua vida. Dessa forma, a frase liberta quem sofre, porque tira o peso de ter que esquecer para poder seguir.

O passado não pode mandar no hoje

O segundo ensinamento da frase está na parte final: “recusar que o passado destrua o presente”. Aqui, Chico Xavier aponta o verdadeiro perigo da mágoa. O problema não é o que aconteceu lá atrás, mas o que aquela lembrança faz com você agora. Quando a pessoa guarda rancor, ela revive a dor todos os dias, como se o ferimento nunca tivesse cicatrizado. Por isso, o passado rouba o presente e adia o futuro.

Vale lembrar que o rancor age como um veneno que a gente toma esperando que o outro morra. Quem não perdoa acaba preso a uma história que já passou, enquanto o agressor muitas vezes segue a vida sem nem lembrar do que fez. Então, o perdão aparece como um ato de amor próprio. Ele não beneficia quem errou, mas quem decide se libertar. No fim das contas, perdoar é devolver a si mesmo o direito de viver o hoje.

Perdoar é um processo, não um momento

Outro ponto importante que a frase revela é que o perdão raramente acontece de uma vez. Ele costuma ser um caminho, com idas e vindas, cheio de recaídas e recomeços. Em alguns dias, a gente sente que superou; em outros, a dor volta com força. Porém, isso não significa fracasso. Afinal, perdoar é um exercício diário, uma escolha renovada a cada manhã de não deixar o passado comandar as emoções.

Além disso, a frase ensina que o perdão não exige reconciliação. A pessoa pode perdoar e, mesmo assim, manter distância de quem a feriu. Pode perdoar e continuar protegendo os próprios limites. Dessa forma, o perdão deixa de ser uma obrigação com o outro e vira uma ferramenta de cuidado com a própria saúde emocional. Isso é libertador, porque tira a culpa de quem não quer mais se aproximar do agressor.

Por que essa frase importa tanto

A importância dessa frase de Chico Xavier está na sua atualidade. Em um mundo cheio de conflitos, brigas e ressentimentos, ela oferece um caminho simples e profundo ao mesmo tempo. Ela não pede que a gente finja que nada aconteceu, mas que escolha não carregar a dor para sempre. Assim, a frase vira um guia prático para quem quer viver com mais leveza.

O perdão, então, aparece como uma forma de proteger o presente. Ele não apaga a história, mas impede que ela continue ferindo. Por isso, a frase de Chico Xavier ressoa com tanta gente: porque mostra que perdoar é, antes de tudo, um presente que a pessoa dá a si mesma. No fim das contas, recusar que o passado destrua o presente é uma das maiores formas de amor próprio que existem.

No fim das contas, a frase de Chico Xavier sobre o perdão continua atual porque fala de algo universal. Todos nós, em algum momento, carregamos uma mágoa que pesa. A lição dele mostra que a saída não é apagar o passado, mas recusar que ele destrua o presente. E isso, mais do que um conselho, é um convite para viver com mais liberdade.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/diario-mais/chico-xavier-medium-brasileiro-perdoar-nao-e-esquecer-e-recusar-que-o-passado-destrua-o-presente/

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