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A “erva daninha” que muita gente joga fora tem ômega-3, sabor de pepino e pode ir para o prato
Variedades 23/08, 08:30

A “erva daninha” que muita gente joga fora tem ômega-3, sabor de pepino e pode ir para o prato

Uma planta pequena, carnuda e que costuma passar despercebida pode esconder um valor nutricional surpreendente. A beldroega (Portulaca oleracea) cresce espontaneamente em diferentes regiões e muitas vezes acaba arrancada e descartada como uma simples erva daninha.

No entanto, a planta pode ser consumida e apresenta características que chamam atenção. Entre elas está a presença do ácido alfa-linolênico (ALA), um tipo de ômega-3, além de vitaminas e minerais.

No Brasil, a beldroega também é conhecida por nomes populares como beldroega, onze-horas e portulaca, embora os nomes possam variar conforme a região.

Planta tem textura crocante e sabor levemente ácido

Apesar da aparência discreta, a beldroega possui folhas e talos suculentos, crocantes e levemente ácidos. Por isso, seu sabor costuma ser comparado ao do pepino.

Além disso, a planta pode aparecer em saladas, sanduíches e preparações frias. Os talos e as folhas também podem ser utilizados em diferentes receitas.

A textura aquosa faz com que a beldroega funcione como ingrediente refrescante. Dessa forma, ela pode ser uma alternativa para acrescentar crocância e um toque de acidez aos pratos.

Por que a beldroega chama atenção?

O principal destaque da planta está justamente em seu perfil nutricional. A beldroega fornece vitamina A, vitamina C, vitamina E, potássio, magnésio, cálcio e ferro.

Além disso, a presença de ALA é considerada uma característica interessante, já que esse tipo de ácido graxo aparece em algumas plantas e sementes.

Ainda assim, isso não significa que a beldroega substitua alimentos tradicionalmente associados ao ômega-3. O ALA é uma forma vegetal do nutriente, diferente do EPA e do DHA encontrados principalmente em peixes.

Como reconhecer a planta?

Antes de pensar em consumir uma planta encontrada na natureza, é fundamental ter certeza da identificação. A beldroega apresenta algumas características que ajudam nesse reconhecimento.

A planta costuma crescer rente ao solo e formar pequenas ramificações. Seus caules são lisos, grossos e suculentos, enquanto as folhas têm formato arredondado ou ovalado e aparência carnuda.

As flores são pequenas e geralmente apresentam coloração amarela, abrindo principalmente quando há bastante sol.

Outro ponto importante é observar o caule quando ele é quebrado. A beldroega libera um líquido transparente. Plantas semelhantes podem apresentar características diferentes e, por isso, a identificação correta deve vir antes do consumo.

Nem toda beldroega encontrada na rua deve ir para o prato

Embora a planta seja comestível, isso não significa que qualquer exemplar encontrado em uma calçada ou terreno seja seguro para consumo.

Por exemplo, plantas que crescem próximas a ruas movimentadas, locais com aplicação de produtos químicos, áreas contaminadas ou espaços frequentados por animais podem entrar em contato com substâncias que oferecem riscos.

Por isso, o ideal é consumir apenas plantas cuja identificação seja segura e que tenham sido cultivadas ou colhidas em locais adequados para esse fim. Além disso, a higienização também é indispensável.

Cuidado com o excesso

A beldroega também contém oxalatos, substâncias presentes naturalmente em diversos vegetais. Por isso, o consumo frequente ou em grandes quantidades pode não ser adequado para todas as pessoas.

Quem possui histórico de cálculos renais ou condições que exigem restrição de oxalatos deve conversar com um profissional de saúde antes de incluir a planta na alimentação.

Assim, apesar de parecer apenas uma erva comum, a beldroega reúne características que ajudam a explicar por que ela já foi utilizada na alimentação em diferentes lugares.

No Brasil, onde pode crescer espontaneamente em jardins e terrenos, a planta acaba muitas vezes sendo tratada apenas como mato.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/variedades/a-erva-daninha-que-muita-gente-joga-fora-tem-omega-3-sabor-de-pepino-e-pode-ir-para-o-prato/

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